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sexta-feira, 30 de abril de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Dias assim
Acordar cedo, organizar o resto da tralha do quarto e da casa-de-banho porque vêm aí os senhores que vão reconstruir o meu palácio do caos. Fingir que sou metódica e que sei mesmo o que quero. Esconder algumas coisas. Verificar se não há nenhum soutien espalhado na sala, ou algo do género. Não abrir a porta com o cabelo molhado para não me constipar. Ter tempo para tomar o pequeno-almoço e lavar os dentes antes da casa-de-banho ser atacada por tinta e pincéis. Só chegam às 8.30h!
...
Contrariando as más línguas, os senhores aparecem até antes da hora combinada. Eu também estou pronta antes da hora programada e posso partir, com tempo de sobra, para a aula de LGP.
A Professora não vem e juntam-se 2 turmas. Aprendemos como se dizem agumas profissões, fazemos revisões de tudo o que já temos na mente, pronto a saltar para as mãos.
Saio antes de terminar a aula - grande gesto, este! :)
Chego a casa e deparo-me com o trabalho quase feito. Os pintores são uma máquina. A minha casa-de-banho não tem as suas 2 grandes janelas que repousam no chão.
- Como sou anã e porca! - penso.
O branco do alto das janelas é mais escuro que a noite. Tenho a desculpa de ter vertigens e não conseguir subir até ao último degrau do escadote.
...
Sou uma porca.
Mas uma porca fina.
Nunca me habituei a estas tarefas. Nos palácios anteriores alguém fazia isso por mim. Sou porca, fina e mal habituada. Viciada no outro para manter a limpeza domiciliária.
Talvez agora me motive para deixar tudo num brinco.
Um dos senhores tem pena de mim e diz que vai lavar as janelas.
- Não, não, não é preciso...
Não, não, não resisto mais. Lave as janelas, se isso o faz feliz. Afinal, sou a nova versão do Gandhi, mas em rapariga. Só posso praticar o bem e ser misericordiosa!
Vou para o sofá vermelho e escrevo no blog asmático, sufocado pela minha preguiça promovida pelo facilitismo e superficialidade do facebook. O meu blog odeia-o! Tem uma inveja tal que se põe a fazer caretas quando abro primeiro o primeiro.
... mas ele sabe, lá no fundo, que estará sempre na primeira posição no meu coração!
domingo, 4 de abril de 2010
A influência dos raios solares na disposição emocional da Humanidade
Nestes dias de sol ténue sinto-me mais capaz de fazer mil coisas e de conquistar o mundo. Parece que o calor aquece o meu corpo e ilumina mesmo a alma.
Já tenho saudades do sol e de ficar muito tempo prostrada, a adorá-lo. Deixar-me ir, adormecer enlouquecida e febril, abandonar-me... depois despertar, ter uns momentos de racionalidade a pensar que os raios destroem o organismo e voltar aos sonhos quentes e à sensação de conforto que o abandono ao sol provoca.
Quero muito isto!
terça-feira, 23 de março de 2010
domingo, 14 de março de 2010
Fim-de-semana àparte e maravilhoso!
É mesmo um privilégio gozar uns dias com a boa companhia dos apartianos, a trabalhar com gosto e energia na próxima peça que já se sente viva!
Ainda por cima esteve sempre sol!
Oh, encantadora travessura! :)
domingo, 7 de março de 2010
Também preciso de deixar - definitivamente - de roer as unhas, dedos, mãos, cotovelos e ombros.
Qualquer dia desapareço, auto-comida...
Preciso de energia positiva para passar a ferro!
Como eu odeio as tarefas domésticas!!!

Tivesse eu outra profissão, dinheiro do bom e lá vinha a Marquília em pessoa. Mas não! Pobre, miserável, triste e amargurada, reflicto sobre a vida e a roupa que protesta e murmura:
- Passa-me com o ferro à bruta, põe-me toda quente, endireita-me a coluna, molha-me com água, borrifa-me toda! Entorta-me, bate-me, sacode-me! E depois guarda-me junto aos meus amigos do armário!
- Caluda! - grito à revolução vestuária - Ainda sou eu que decido o que faço!!! Sou a minha auto-dona!
Ao ouvirem isto, as roupas riram tanto que chegaram às lágrimas e eu não precisei de usar o borrifador para lhes tirar os vincos e as rugas.
Oh, infelicidade fútil, tormento atroz! Ter tanto material no guarda-vestidos que não é auto-suficiente e autónomo. Malditas coisas inanimadas!

Um dia destes deixo de usar roupa!... talvez quando vier o calor!
quinta-feira, 4 de março de 2010
Regresso ao Mundo Virtual
Voltei, à experiência ainda com a tmn (medo!)...Hoje estou de férias de 2009. Ainda tenho uns dias para gozar e... estou a ter um gozo total. Dormi imenso, estou em casa em pijama, a estudar LGP na net, pachorrenta, a pensar na dieta e na bicicleta na arrecadação, nos meus armários com roupa a pedir para ser libertada da prisão que é o meu palácio fútil. À tarde vou arrumar tudo, passar a ferro, seleccionar o que não gosto ou não me fica bem... escrever um livro, plantar uma árvore... hoje podia fazer tudo!!!
...
Ou não ;)
Isto de me tornar simples é muito complexo!
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Informação pré-exclusão do mundo uebeuebeuebe
Zanguei-me com a TMN e durante uns tempos não vou ter internet. Acabou-se. Vou ficar de fora. Outsider, à margem pelas ruas do conhecimento, marginal, internetless, pobre, triste, deprimida...
Mas talvez ganhe algo em troca! Paz e menos teclar. Talvez ganhe amor e liberdade. Talvez arranje net clandestina. Talvez grite nas ruas sem conhecimento.
Talvez, talvez. A única excepção ao talvez é a certeza de dizer adeus a essa terrível realidade tmniana!
Adeus, TMN, foi bom enquanto durou (o acesso ilimitado)!
Até ao meu regresso, amigos!
Info-excluída mas orgulhosa, Ana Offline
domingo, 14 de fevereiro de 2010
A temperatura baixa faz mal ao espírito zen
O gelo saltou para os meus pés, trepou pelo corpo e alojou-se no cérebro. Pensamentos frios e desconcertados e o coração preocupado porque não tem mão na pinha...
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
Trabalho ou prazer?
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
Às vezes...
Às vezes não pensamos, mas sentimos imensas coisas... que não compreendemos. Talvez porque não reflectimos muito, porque não queremos que a razão se aproxime de nós. Às vezes não percebemos mesmo o que aconteceu. Fui eu? Fiz alguma coisa? Não fiz alguma coisa? Fiz muito, pouco, nada? A sensação que fica é de alguma tristeza/ incerteza. Fiz merda? Fizeram-na por mim?
Gaita, às vezes gostava de ser mais literal, de não sentir tanto e não perceber sem compreender o que não se diz mas que se sente.
sábado, 6 de fevereiro de 2010
A Arte da Simplicidade
Podia ser o fim do mundo, mas é apenas a minha cabeça a pedir contas ao coração.
- Porque és tão impulsivo, pequeno cubículo da emoção?
- Não sei, talvez seja do ar, do vento que anda parado, responde o músculo cardíaco sem ligar.
- Como explicas a imensidão de objectos que vivem no nosso palácio?
- Sei lá... o desejo de possuir, a herança dos tempos modernos. Ser e ter, ter para ser, por aí
- ...
- ...
- O que vamos fazer para mudar os nossos estranhos hábitos de consumo?
- Eu estou a ler um livro... e... agora é que vai ser!
- Não temos espaço no lar. Temos estado a subir pelas paredes para mudar de divisão... pouco prático.
- Sim... pouco prático.
- Pouco, nada. Muito pouco ou nada prático. Dormir numa cadeira, almoçar na banheira. Achas bem?
- Eu agora ando mesmo a ler um livro que...
- Se daqui a uns dias não simplificares a nossa vida, simplifico-a eu, disse a cabeça, ameaçando o coração com a mão.
O coração escondeu-se de vergonha e medo. A cabeça foi meditar para a cozinha, onde preparou um café.
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