segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

O problema do controlo


Hoje tirei o dia de férias para não me preocupar, passear, comprar presentes, apanhar sol, ver filmes, ler, descansar, escrever, etc e tal.
Fiz uma lista num post-it que esperava estar cheia de certos no final do dia.
É noite e estou a preocupar-me por ter tido um dia bom mas pouco eficaz. A maioria dos objectivos não foi atingida.
Ai, credo, que drama, que horror! Como é que eu fui capaz de não cumprir o meu plano de lazer cronometrado?
Enfim, podia ser pior...
Rasguei o post-it.
Felizmente amanhã trabalho!

sábado, 11 de dezembro de 2010

Quando os jantares pontuais festivos de Natal se tornam, na manhã seguinte, num espaço de tentações e armadilhas

Dar uma festa em casa é uma alegria da Dona de Casa Moderna! Planeamos as iguarias, os miminhos, os pratos principais, os secundários e os figurantes. Tudo para tornarmos o momento memorável, as amizades firmes e de barriguinha cheia e pachorrenta. Os vinhos escolhidos, abertos, bebidos e os que acabam por ficar à espera de alguém que tenha mais barriga do que olhos. O mesmo com os doces, o bolo de chocolate com o gelado de morango. Ou o pão de nozes que esteve na berra mas sobrou para contar a noite.
Hoje, após o evento, na cozinha oiço as risadas das iguarias que há pouco me convidaram para o pequeno-almoço. Os cereais e as papas de aveia entraram no esquema e fizeram-se mudos. O pão e as suas nozes dançaram como num bailado à frente dos meus olhos e os scones e as suas passas riram-se e cantaram melodias de paz. O iogurte light de aloe vera manteve-se convicto que faria parte da refeição. O café também. Bem hajam estes.
ferrero rocher a fazer o pino na bancada e as entradinhas no frigorífico preparam-se para se evidenciar à hora do almoço. Tanta agitação alimentícia após um jantar no Palácio. É a traição maldita da Fada-do-Lar em dieta hipocalórica após a dádiva de uma refeição bem confeccionada.
E no fundo, ela só queria ser feliz e espalhar alegria aos demais convidados...

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Invenção milagrosa

Será que não existe alguma máquina especial capaz de aspirar a casa, passar a ferro, lavar a loiça e fazer essas coisas terríveis comandada apenas pelo poder da mente?
Ah, como a minha existência seria facilitada se tal fosse real!!!
Vou ter de recorrer à Marquília...

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Coisas estúpidas

Hoje lembrei-me que fazia anos o C. Thomas Howell, o Ponyboy Curtis dos "Marginais", o meu ídolo principal da pré-adolescência. Cheguei mesmo a escrever-lhe uma carta a confessar o meu amor louco por ele. Respondeu-me com um postal fabril, a pedir 5 dolares para pertencer ao seu clube de fãs. Percebi que só me queria pelo dinheiro. Fiquei um pouco descrente no amor! Levei anos a recuperar desta tormenta amorosa...

Exercício da escrita

À custa de querer domesticar-me e organizar o meu pseudo processo criativo fiz nascer um blog de tentativa de contos, histórias... sei lá o que mais pensava eu nesse momento delirante.
O facto é que não tenho escrito grande coisa e isso deixa-me um bocado frustrada. Contudo, não me apetece cismar ou reflectir muito sobre o caso. Por isso vou escrever livremente e sem grandes elaborações.
Hoje o meu professor do curso de escrita disse que o meu trabalho estava bem escrito, mas não tinha percebido qual era a história. É verdade, infelizmente. Percebi que até nem é o mais grave (pior seria se tivesse uns conteúdos fantásticos com palavras pobres), no entanto, lembrei-me das palavras do meu pai, que me tem acompanhado nas minhas deambulações literárias ao longos dos séculos, que opina sempre que escrevo muito bem e tal, as palavras saem bonitas e elegantes, mas nada tem pés e cabeça... a maldita falta de um argumento vital, de um fio condutor, de um bom argumento que dê força às linhas que, aparentamente, surgem rápida e facilmente.
Resumindo... não tenho conteúdo, nada tenho a dizer ao mundo estruturado e interessante. A escrita sobre miudezas torna-se uma teimosia, mais do que uma hipotética experiência literária.
Se calhar tenho de pensar primeiro antes de escrever. Não sei. Estou confusa. Afinal, não terei mesmo assuntos para elaborar em noveleta? Terei a capacidade de escrever, de manusear com destreza a forma sem ter a oportunidade de passar bons conteúdos? A futilidade chegou à escrita...
Gaita, tenho de me disciplinar e focalizar-me num tema. Ou então vou ter de destruir o Universo para não me sentir tão medíocre...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Feriado no Palácio

Estou tão constipada que só me apetece caminha e mimos... e tenho sono a qualquer minuto. E espirro entre o sono e os arrepios de frio. Temo que o meu nariz caia à custa de tanta assoadela. Mas está-se bem, em casa, no conforto do lar, protegida do terrível vento gelado e do sol assombrado lá fora, que promete um calorzinho quando afinal só serve para iluminar a rua e publicitar melhores dias.

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Sem popó não há marmita!

Passeando pela cidade adormecida, descendo a Alameda ao sol, afazeres na zona do Saldanha, de novo a andar pela calçada rumo ao Bairro das Colónias. Pausa para almoço feliz e sorrisos da gente pequena e linda, Laura, a mais recente bela alegria do clã. Novamente a caminho, paragem na garagem e o carro doente que ainda se encontra em tratamento:
- Estamos a aguardar as pastilhas para os travões!
- Pastilhas? Tenho gorila e trident. Não servem? Posso mastigá-las num ápice!
- Não, não, obrigada, Miss! Estas que esperamos são pastilhas à séria, daquelas para os travões ficarem contentes e não chiarem.
- Ah - digo sem vontade de partir sem o meu bólide - Amanhã telefono, ao nascer do dia, para saber notícias do popó.
No palácio o cansaço atinge os corpos exaustos da pedalada que desmaiam de sono súbito e profundo. As horas a passar, as pessoas a revoltarem-se contra o sistema e eu agora a escrever. A teclar tic-tic-tic. Ao mesmo tempo, na cozinha, a marmita prepara-se, crescida e autónoma, para a jornada seguinte e eu lembro-me, a meio da confecção culinária, que poderei ter de utilizar transportes públicos, tarefa incómoda com uma marmita. Falo com ela com calma. Primeiro chora e depois compreende.
- Sem popó não há marmita - murmura, já a secar as lágrimas no micro-ondas - Tu é que sabes...

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Dia dos deveres

Hoje é dia de dever fazer... eu devia isto, eu devia aquilo, etc de deveres e mais alguma coisa. Contudo, carreguei no stop da consciência e responsabilidade e aqui estou eu, a gozar a pasmaceira do dolce fare niente, muito feliz pela inércia, pelas horas a passarem lentamente, a chuva a arrepiar ao de leve as janelas.
Eu aqui com o cérebro sem gigas, sem nada, a cabeça apenas disponível para colocar uma máscara capilar daqui a pouco, se me apetecer, para ficar com o cabelo mais brilhante, com cheirinho bom a chocolate, pronto a ser lambido e devorado (se comer o meu cabelo depois como também a pele e o resto? Quem fica no final do repasto? A boca, porque ri por último...)
Curto circuito cerebral. E eu aqui a tentar pensar e escrever, com as sinapses a meio gás, os axónios em greve, em casa, com medo de hipotéticas explosões de nata da nato.
O computador e o chá aquecem a alma e o corpo e eu fico cheia de calor. A arder de febre artifical. Sinto um ligeiro odor a queimado e percebo que estou a entrar em combustão espontânea. Vou até à rua e peço à nuvem do vizinho para me apagar as chamas e por fim, regresso ao normal de mim. Verifico que o palácio não ficou danificado e por isso está tudo ok.
Tenho imagens na mente sem descodificação por falta de actividade cerebral: banheira, chocolate, livro, sofá...
Adormeço sem compreender se isto é preguiça ou coma...

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Zzzzzzzzzzzzzzz



Às vezes é melhor ir dormir do que começar a processar novas ideias. Amanhã tenho uma reunião cedo e não quero cultivar olheiras no meu rosto já estafado com a noitada de escrita na véspera...
Afinal, a frescura da idade começa também a emigrar do meu corpo!

domingo, 14 de novembro de 2010

Era uma vez uma Ana, um livro e um fim-de-semana

O Sábado despertou cheio de genica, logo pelas 8 horas da manhã e pediu, com muita gentileza, se a Miss Ana podia acordar com ele e passear por aí. Miss Ana, estremunhada, ainda em euforia por ter o início deste dia em liberdade, estranhou e rabujou. Decidiu que não iria sair de casa tão cedo pois queria dedicar-se ao prazer supremo de ficar a ler sem fim e sem culpa aquela "Pesquisa Sentimental" que a estava a maravilhar tanto. Assim, Miss Ana leu, leu, leu.
Continuava a ler quando percebeu que tinha deixado passar a aula de hidroginástica, a de pilates e até mesmo a Anatomia de Grey em bicicleta.
A leitura seguia a bom ritmo mas lá se ia o almoço com a irmã, os sobrinhos e a tia!
As personagens deixaram-na preparar o almoço e enquanto cozinhava, pensava que podia, na perfeição, defender a leitura desta obra (mas cheirava a graxa e Miss Ana não queria. Aliás, o tpc mantinha-se a pairar turvo sobre a mente, incapacitando-a de o iniciar com ousadia e bravura. Ainda havia tempo...).
O frenesim literário prosseguiu pela tarde. No sofá vermelho, talvez por ter começado tão cedo a tarefa da jornada, Miss Ana passa pelas brasas. Retoma o livro quando desperta e é a ler que apanha um autocarro para o Calvário. Vai a um concerto e concentra-se na música e nas pessoas reais. Aproveita escassos minutos para retomar a história, mas desiste por parecer anti-social. O resto da noite é boa e dá um salto até Domingo, calmo e sorridente. A vida vai acontecendo ao longo das horas, muito bons momentos até ao buraco das horas vagas deixadas pelo ensaio adiado. Miss Ana tem pena de não improvisar esta noite, mas a Pesquisa está ali ao lado, a seduzi-la e a acenar com as folhas por ler.
Nem mais um minuto de espera! Miss Ana instala-se no seu amigo sofá e devora as palavras com um big smile. Que gosto!

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Passar a ferro, ler e pensar

Saias para engomar, saias necessárias às minhas vivências diárias a dormir em cima da tábua, cansadas da espera. Umas já estão a contar a outras no guarda-vestidos como foi a experiência, se estou mais hábil, mais eficaz ou se ainda deixo vincos por detrás.
Livros para ler. Muitos a exigir num murmúrio a minha ávida leitura. Gritam nas estantes, mas eu hoje estou surda e finjo que não entendo as páginas a dançarem violentamente à frente dos meus olhos a implorarem pelo meu toque e uso.
E depois o pensamento que circula em mim e se senta também no sofá vermelho e pergunta-me se não fazia mais sentido começar a escrever o assustador tpc, para não deixar tudo atrapalhado para a última. Disfarço com a calma que encontro perante o receio que a proposta induz: talvez amanhã, logo ao acordar, mas agora vou ter de ler, para me inspirar!
(e apetece-me mesmo ler um livro em particular, pela curiosidade que me desperta o autor, agora que percebi que esta pesquisa é bastante diferente da sua primeira obra. Ainda bem que não tenho televisão!)
 
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