sábado, 12 de fevereiro de 2011
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
Escapadela
Ela era uma mulher na casa dos 30 com pretensões de vir a ser conhecida pela sua boa escrita, fluida, inteligente e ágil… mas não tinha argumentos e ideias congruentes que lhe permitissem iniciar, dar um corpo e terminar airosamente uma história. Mesmo com 10, 15 páginas como era a proposta. Ela era simplesmente preguiçosa ou árida de um pensamento continuado que lhe daria a oportunidade de finalizar algo que ainda não tinha começado?Ela era parva e matutava sobre isso. Ela era um génio e sonhava com isso. Delirava e confabulava. Histórias de sucesso e discursos oscarianos. Tudo lhe chegaria um dia, queria acreditar, sem muito ligar.
Mantinha o seu trabalho de funcionária pública num estaleiro com crianças. Todos os dias de regresso a casa, planeava sentar-se no sofá com o computador no colo e principiar a sua conquista do Universo. Contudo, era o jantar, um livro que a cativava, os filhos para educar, a roupa para lavar, secar, passar, dobrar, guardar e voltar a vestir. Era um ciclo pernicioso que não a deixava escrever e ser maravilhosa.
Um dia fartou-se desta vida de patéticas aspirações e foi ao seu médico de família. Pediu com gentileza e, passados 2 meses de apoio psiquiátrico, foi-lhe concedida a solução.
A Medicina agradece sempre aos dadores de órgãos.
“O meu cérebro vai servir alguém mais produtivo”, pensou ela antes de adormecer anestesicamente…
sábado, 15 de janeiro de 2011
Post para a Anita!
Olá, olá! Aqui estou eu a escrever sem conteúdo para fazer chegar um sorriso a New York City, a cidade que nunca dorme! :) Vou partilhar o meu mais recente e fresco pré-delírio (ainda não está concretizado)... é completamente doente e decadente: vou deixar os post-its e as notinhas para começar a fazer bases de dados!!!
E a primeira que surge na minha mente, capaz de me organizar para todas as manhãs da minha vida é...
...
Um ficheiro com todo o meu guarda roupa!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Espero conseguir compilar os dados num formato simples... talvez excel. Depois passo para access e e vou criando consultas consoante o estado de espírito. A seguir vou testar durante 1 ano, para poder passar as 4 estações do ano, para avaliar o instrumento.
Se tudo correr bem, vou poupar uns 20 mn diários na escolha da fatiota, o que pode dar origem a uma poupança de 5 horas por mês (aos Domingos posso decidir sem informática!)... ao fim de um ano serão umas 60 horas. Se eu viver mais... deixa-me pensar... na minha família as pessoas duram imenso, por isso vou apontar para os 90 anos. Se tenho agora 37, ainda devo viver 53 anos...
Resultado previsto com esta ideia fabulosa: vou ganhar cerca 3180 horas de paz interior e tranquilidade estética vestuárica. Tudo com um simples ficheiro.
Mas... o ficheiro tem de ser actualizado: roupa nova, velha, que não serve porque vou ficar hiper-magra com mini-milks, ultrapassada, etc. Tem de ser tudo dinâmico e airoso!
Vou fazer novos cálculos. Quanto tempo é que vai demorar a criação da Base Mãe? Hmmm... vamos pôr umas 5 horas. Ou mais... talvez seja importante saber que roupa é que possuo. Se calhar tenho de contratar uma secretária para tirar tudo nos armários e guarda-vestidos. Pago-lhe em roupas. Alguém se oferece?
sábado, 8 de janeiro de 2011
Exercício de escrita - escrever sem conteúdo
Hoje acordei umas 4 vezes com o despertador a zumbir aos meus ouvidos. Calei-o rapidamente com um gesto. O último foi tão violento que não houve um 5.º alerta. Despertei então "naturalmente" quase às 10 horas, a pensar que estaria atrasada para alguma coisa. De facto, estava, mas deixei de me preocupar com isso e fui preparar o pequeno-almoço, enquanto reflectia sobre a pequenez da minha cozinha e palácio e no prazer que seria ter de me deslocar de divisão para divisão de patins, por ser tão enorme o meu habitáculo. Ainda acredito que um dia vou acordar e a minha casa cresceu imenso e eu tenho espaço para colocar lá mais do meu mundo sem me preocupar com o espaço para os livros que está a abarrotar ou que tenho de me enfiar debaixo da cama para inspeccionar alguma t-shirt favorita nos gavetões. Isso e outras coisas.Felizmente estava a preparar cereais e não tinha o lume aceso. Estas divagações matinais desprovidas de cafeína e sem o tempo a martelar a impaciência levam a alhear-me da realidade.
Hoje acordei também com uma ferida por baixo do nariz, a imitar um bigode à Hitler. Creio que vai ser um "bocado péssimo" disfarçar, porque me dói de tanto me assoar. O problema é acrescido com o facto de ter de ficar gira hoje porque vou a um Baptizado de um bebé. O meu vestido não fica bem com bigodis hitlerianos. Vamos esperar que o halibut cumpra a sua missão. Ou então levo um nariz substituto para disfarçar!
... Mais de nada interessante para escrever, por isso, continuo. Ao longo da semana fui duas vezes para a cama antes das 22 horas da noite, o que me leva a ponderar se estarei doente ou apenas fatigada. Será que é o meu corpo a avisar-me que em Abril faço 38 anos e a frescura da juventude já é passado?
Acabo de tomar o pequeno-almoço e listo mentalmente afazeres (sem papel) na pinha. A SOPA! Ontem decidi fazer sopa e esqueci-me. Vai ser agora. Uma bela sopa hipocalórica vai ser criada neste mundo! Que coisa tão magnífica e mágica. Um sábio, o Lavoisier!!!
E a nota final da praxe, por ser o 1.º post do ano: Feliz 2011! Muita alegria, amor, gozo, tranquilidade e saúde! Genica e espírito sempre cool! Ié!
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Lista de algumas coisas boas para fazer/ ser/acontecer a partir de 30 de Dezembro de 2010, com ênfase em 2011:

- Não fazer listas
- Usar apenas uma agenda para o trabalho e outra para a vida pessoal (que embora sejam partes inseparáveis na minha vida, são, de facto, divisíveis em termos cronometráveis)
- Ser adorável para a Humanidade (na expectativa egoísta que esta também o seja para mim)
- Estudar, ler, investigar, continuar a querer saber mais e melhor sobre as coisas que me cativam (e um bocadinho sobre o resto da vida em geral, para não me tornar inculta e alheada da realidade comum)
- Escrever muito e não só informações para Tribunais ou relatórios Psicológicos – obrigar-me a participar (não vou exigir um 1.º prémio porque sou modesta e cobarde) em alguns concursos literários. Escrever textos para os meus amigos darem corpo e batimentos cardíacos. Escrever para me sentir mais viva.
- Tentar manter o amor pelo Teatro
- Ler 33 livros
- Ser boa (por dentro e fora) – Não me esquecer que estou a fazer dieta e ando num ginásio!
- Amar, gostar, adorar as pessoas que fazem parte do meu mundo colorido e belo, pleno de felicidade descontínua, firme e congruente.
- Estar diária (mas tranquilamente) desperta e disponível para este admirável mundo em que tenho no privilégio de habitar! (Depois de regressar de Júpiter abençoo o Planeta Terra, muito mais aprazível!)
- Usar apenas uma agenda para o trabalho e outra para a vida pessoal (que embora sejam partes inseparáveis na minha vida, são, de facto, divisíveis em termos cronometráveis)
- Ser adorável para a Humanidade (na expectativa egoísta que esta também o seja para mim)
- Estudar, ler, investigar, continuar a querer saber mais e melhor sobre as coisas que me cativam (e um bocadinho sobre o resto da vida em geral, para não me tornar inculta e alheada da realidade comum)
- Escrever muito e não só informações para Tribunais ou relatórios Psicológicos – obrigar-me a participar (não vou exigir um 1.º prémio porque sou modesta e cobarde) em alguns concursos literários. Escrever textos para os meus amigos darem corpo e batimentos cardíacos. Escrever para me sentir mais viva.
- Tentar manter o amor pelo Teatro
- Ler 33 livros
- Ser boa (por dentro e fora) – Não me esquecer que estou a fazer dieta e ando num ginásio!
- Amar, gostar, adorar as pessoas que fazem parte do meu mundo colorido e belo, pleno de felicidade descontínua, firme e congruente.
- Estar diária (mas tranquilamente) desperta e disponível para este admirável mundo em que tenho no privilégio de habitar! (Depois de regressar de Júpiter abençoo o Planeta Terra, muito mais aprazível!)
Dia 30 de Dezembro
É injusto ser este dia. Ninguém repara em mim. Estão todos em ebulição à espera que chegue o dia 31, o meu irmão usurpador da alegria contida durante o ano que tem de ser gasta até às doze badaladas. Ninguém se lembra que posso ser vivido com convicção e energia, um dia pelo menos como os outros.Sou uma espécie de intervalo para ir à casa-de-banho. Sinto-me parvo e inútil.
Sofro todos os anos, mas hoje protesto.
… Há a excepção dos que nasceram neste dia esquecido. Contudo, pobres pessoas, também elas são desprezadas. Entre o Natal e o ano novo a festa é geral, não há espaço para aniversários. As duas festas principais já atrapalham muita gente e outra qualquer que se tente intrometer neste período está condenada ao fracasso. O expoente máximo da desconsideração é neste dia, que todos passam à frente sem ligar.
Protesto!
Protesto!
Um dia aniquilo o 31 e vai ser cá um 31!
Quero festa no meu dia, champanhe e loucura. Luzes e fogo-de-artifício. Quero ser comemorado, saltado, beijado, dançado! Quero promessas que a partir do meu dia vão ser melhores pessoas, vão cumprir a vida certinha, vão estudar, trabalhar, amar, vão ser bons pais e mães de família, bons filhos, praticar o bem, desejar ser alguém.
Não gosto do silêncio de hoje, como se tudo tivesse de ser explodido amanhã. Vá lá, bebam um copo de champanhe, cantem alto, ensaiem o espectáculo para o dia do meu irmão açambarcador!
Um dia faço greve e o sol não nasce no dia 30. Ficam na penumbra à espera do próximo dia, vão ver! Estúpidas gentes!
domingo, 26 de dezembro de 2010
Sonhos de Natal
Acordo transpirada e mal dormida. A minha alma afundou-se no meu corpo tomado pelas iguarias do Natal. Não consigo ligar os neurónios, acender os olhos, despertar. Restos de alimentos passeiam por mim, entupindo-me as funções vitais. Morro uma vez, exausta de não conseguir mexer-me com excesso de tudo. Morro pela segunda vez de tristeza pela primeira morte que me deixa com tão pouca vida. Suspiro no além e sou tomada por um terceiro falecimento só porque não há duas sem três. Acordo aliviada e respiro a custo. Desmaio envenenada pelo Natal e pelos seus sonhos. Tento levantar-me da cama mas o corpo fatigado murmura calma e não me movo. Fico parada em exercício de pré-pensamento. Estarei eu Ana? Transformei-me durante a noite, sou um ser imenso e o meu palácio não me serve. Acordo a tremer de frio na rua. O quintal da vizinha está branco de neve que imagino existir. Deliro de arrepios, bato os dentes até tudo estremecer à volta e causar um terramoto.. que provoca um maremoto. Afogo-me na minha quarta morte e contudo, vivo. Encontro-me a acordar no meu quarto, quente, mas sem vontade de despertar para a vida. Finjo morrer mais um bocadinho e adormeço livre. Passam-se minutos, horas, dias. De novo desperta, já com energia suficiente para enfrentar a alvorada, saio da cama ao meio-dia. Não volto a festejar a gula do Natal, prometo-me.Confissão pequenina sobre o amor
O amor acontece nos pormenores mais simples, nos momentos em que nada é assim tão belo ou agradável.
O amor acontece quando sentimos a sua força a transformar pessoas que já não acreditavam nele.
O amor é algo que não se entende totalmente, mas senti-lo... é um prazer.
O amor é um amor!
segunda-feira, 20 de dezembro de 2010
A escrita como substituta do aquecedor
Os meus dedos tremem de frio e as pontas começam a ficar roxas. Tenho de exercitar a mão e escrever, com força, genica, calor. O cérebro também parou um bocadinho. Quero dizer, percebo que funciona porque estou a pensar, mas acontece tão lentamente que só posso ter queimado algum fusível. Ou então não tenho óleo, como o meu carro há pouco, a caminho do jantar, parado na avenida a protestar e a acender-se de vermelho...
A pessoa e o carro, uma relação completa: assunto para reflexão. O bólide que me recebe de manhã e me transporta para o trabalho, ficando o dia todo à minha espera sem precisar de água ou feno. Só de gasolina às vezes, embora me pareça que anda muito sôfrego ultimamente. Será uma crise que o atormenta? Qual é a ligação da idade de um veículo e do Homem? Como a proporção de 6 anos do cão ou gato e uma pessoa? Será que o carrinho vive a idade do armário da adolescência? Ou o drama das primeiras rugas da meia-idade? Espero que não seja uma loucura senil, ainda quero dar muitas voltas com este meu popó...
E com isto já tenho cor nas falangetas.
É giro escrever sobre nada! ;)
segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
O problema do controlo
Hoje tirei o dia de férias para não me preocupar, passear, comprar presentes, apanhar sol, ver filmes, ler, descansar, escrever, etc e tal.
Fiz uma lista num post-it que esperava estar cheia de certos no final do dia.
É noite e estou a preocupar-me por ter tido um dia bom mas pouco eficaz. A maioria dos objectivos não foi atingida.
Ai, credo, que drama, que horror! Como é que eu fui capaz de não cumprir o meu plano de lazer cronometrado?
Enfim, podia ser pior...
Rasguei o post-it.
Felizmente amanhã trabalho!
sábado, 11 de dezembro de 2010
Quando os jantares pontuais festivos de Natal se tornam, na manhã seguinte, num espaço de tentações e armadilhas
Dar uma festa em casa é uma alegria da Dona de Casa Moderna! Planeamos as iguarias, os miminhos, os pratos principais, os secundários e os figurantes. Tudo para tornarmos o momento memorável, as amizades firmes e de barriguinha cheia e pachorrenta. Os vinhos escolhidos, abertos, bebidos e os que acabam por ficar à espera de alguém que tenha mais barriga do que olhos. O mesmo com os doces, o bolo de chocolate com o gelado de morango. Ou o pão de nozes que esteve na berra mas sobrou para contar a noite. Hoje, após o evento, na cozinha oiço as risadas das iguarias que há pouco me convidaram para o pequeno-almoço. Os cereais e as papas de aveia entraram no esquema e fizeram-se mudos. O pão e as suas nozes dançaram como num bailado à frente dos meus olhos e os scones e as suas passas riram-se e cantaram melodias de paz. O iogurte light de aloe vera manteve-se convicto que faria parte da refeição. O café também. Bem hajam estes.
Há ferrero rocher a fazer o pino na bancada e as entradinhas no frigorífico preparam-se para se evidenciar à hora do almoço. Tanta agitação alimentícia após um jantar no Palácio. É a traição maldita da Fada-do-Lar em dieta hipocalórica após a dádiva de uma refeição bem confeccionada.
E no fundo, ela só queria ser feliz e espalhar alegria aos demais convidados...
quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
Coisas estúpidas
Hoje lembrei-me que fazia anos o C. Thomas Howell, o Ponyboy Curtis dos "Marginais", o meu ídolo principal da pré-adolescência. Cheguei mesmo a escrever-lhe uma carta a confessar o meu amor louco por ele. Respondeu-me com um postal fabril, a pedir 5 dolares para pertencer ao seu clube de fãs. Percebi que só me queria pelo dinheiro. Fiquei um pouco descrente no amor! Levei anos a recuperar desta tormenta amorosa...
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